Curitiba - Uma senhora de 79 anos, vítima de sequestro, ficou trancada por cerca de 36 horas no porta-malas de um carro. Ela foi abordada pelos criminosos, em frente ao prédio onde mora, em Ponta Grossa, por volta das 8h30 da manhã de terça-feira e liberada no início da noite de anteontem. Segundo a polícia, ela foi abandonada no bairro São José.
No período em que ficou como refém, ela teria recebido apenas água. Debilitada, a mulher foi encaminhada para atendimento médico. Ontem, ela já estava em casa e passava bem. A polícia deve aguardar sua completa recuperação para tomar depoimento. A família não chegou a pagar o resgate. A pedido dos familiares, os nomes não foram divulgados. A polícia informou, apenas, que a idosa é mãe de um médico pediatra bastante conhecido na cidade.
De acordo com o delegado-chefe da 13 Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Noel Muchinski da Mota, os sequestradores atraíram a vítima, marcando uma falsa entrevista, que seria para falar de seu trabalho como pianista. Ao deixar o prédio, os criminosos já a aguardavam. Em seguida, eles passaram a fazer ligações para um dos filhos da vítima.
Na primeira ligação, segundo o delegado, o médico (filho da vítima) achou que se tratava do golpe do falso sequestro. Ele só teria entendido que não se tratava de golpe na terceira ligação dos criminosos e acionou, então, a polícia. Em princípio, seriam três os sequestradores. Os criminosos não teriam chegado a negociar o valor do resgate.
As investigações estão sob responsabilidade de uma equipe especializada em sequestro do Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial).

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