Campinas, SP, 10 (AE) - O Instituto Médico Legal (IML) de Piracicaba divulgou hoje um laudo confirmando que o corpo sepultado no Cemitério Nossa Senhora Conceição, em Campinas, é do estudante Glederson Carlos Cruz. Ele foi assassinado há dois meses por dois policiais militares em Santa Bárbara DOeste, no interior de São Paulo. O corpo foi enterrado como sendo de Cristiano da Silva. Os acusados pelo assassinato estão presos no presídio Romão Gomes, da PM, em São Paulo.
Cruz, de 18 anos, foi morto com um tiro na cabeça dentro do clube União Agrícola Barbarense, na madrugada do dia 10 de janeiro. Ao tentar pular o muro para entrar em um baile, Cruz foi flagrado pelos policiais militares Marco Antonio Dutra Silva e Sérgio Sanches Franceschini, que trabalhavam como segurança. Os dois levaram o rapaz para a sauna do clube e o executaram.
O delegado de Santa Bárbara DOeste, João Sergio Marques Batista, disse os dois policiais foram presos em flagrante. durante as investigações. "Eles confessaram o crime, mas faltava localizar o corpo. De acordo com o delegado, depois de assassinar o rapaz, Silva e Franceschini colocaram o cadáver em um saco plástico e o jogaram no rio Piracicaba com a ajuda de outros dois policiais militares, Dimas José Costa e Edmilson José Bueno.
Uma semana depois do crime o corpo de Cruz foi encontrado no distrito de Artemis, perto de Piracicaba. Devido ao adiantado estado de decomposição, o cadáver foi reconhecido por engano como Cristiano da Silva e sepultado em Campinas. Na semana passada, porém, a Justiça determinou a exumação para novo exame de identificação.
O resultado, divulgado pelo perito Eduardo Daruge, confirmou que o corpo é de Cruz. A identificação, segundo ele, foi possível através por exame da arcada dentária. Os acusados responderão processo por homicídio doloso.

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