Curitiba- A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que foi identificado o corpo do engenheiro mecânico paranaense Gustavo Pereira Rodrigues, de 23 anos. As autoridades não tinham, até então, uma posição oficial sobre o paradeiro de Gustavo, natural de Carambeí, que estava desaparecido desde o dia 17, após o acidente com o Airbus A320 da TAM, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Sabia-se que o jovem estava, no momento do acidente, participando de uma reunião na TAM Express, prédio que foi atingido pelo avião e posteriormente incendiado. Ontem, a reportagem da FOLHA entrou em contato com a família da noiva de Gustavo, Karine Andréa Carneiro, que estava no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo, mas ela preferiu não se manifestar.
Em entrevista concedida na semana passada, Karine disse que a família já não tinha esperanças de encontrar Gustavo com vida, já que ele estava desaparecido há muitos dias e tinha certeza de que o jovem participava de uma reunião na TAM Express. ''Estamos conformados na medida do possível. É difícil de acreditar nessa tragédia. Sinto uma dor de indignação, porque ele nem era passageiro, trabalhava dentro do prédio. Ele só estava começando a vida e tinha tudo para chegar muito longe'', desabafou Karine.
Parentes- Um grupo de parentes das vítimas do acidente com o Airbus da TAM pediu na tarde de ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva esforço do governo nas investigações das causas da tragédia ocorrida no último dia 17 no aeroporto de Congonhas. Durante audiência no Palácio do Planalto, os familiares aproveitaram para reclamar do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que não conversou com eles na visita recente a São Paulo e do assessor da Presidência Marco Aurélio García, flagrado pela TV Globo fazendo gestos obscenos ao receber a notícia de que o acidente poderia ter sido causado por falha mecânica.(Com A.E.)

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