Curitiba - O tiro que matou o agricultor paranaense Lírio Persch, 50 de anos, que era mantido refém em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 21 de dezembro de 2011, saiu da arma do delegado Leonel Carivali, da 1 Delegacia Regional Metropolitana do Rio Grande do Sul. O resultado da perícia foi divulgado ontem, pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) da Polícia Civil do estado.
A operação que resultou na morte do empresário foi realizada por agentes gaúchos após policiais paranaenses terem repassado informações da localização do cativeiro onde Lírio e o outro agricultor, Osmar Finkler, de 36 anos, estavam sendo mantidos.
Segundo o delegado Paulo Rogério Grillo, da Corregedoria Geral da Polícia Civil gaúcha, Leonel Carivali prestará depoimento hoje à tarde. ''Conforme ficou comprovado pela perícia, o autor do disparo foi o delegado Carivali. Mas antes de tomar qualquer providência vamos ouvir o seu depoimento que será de muita importância'', explicou Grillo. O corregedor também não quis antecipar as possíveis punições que serão aplicadas a Carivali.
Na madrugada anterior à operação em que o empresário morreu, o sargento da Brigada Militar Ariel da Silva, 40 anos, foi morto por policiais civis paranaenses que haviam chegado a Gravataí para apurar o caso de sequestro. Os agentes suspeitos da morte do oficial desembarcam em Porto Alegre na próxima terça-feira para participar da reconstituição da cena do crime. Eles já haviam estado na capital gaúcha para prestar depoimento sobre o caso e atualmente estão detidos em Curitiba.

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