O Centro de Convenções de Foz do Iguaçu S/A, empresa de economia mista de capital fechado, foi criada por lei municipal em 16 de junho de 1986. São acionistas do empreendimento: Paraná Turismo (39%), Prefeitura de Foz (30%), Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) 28%, e iniciativa privada (1,3%).
Funcionando desde janeiro de 1997, o Centro de Convenções é uma idéia de mais de 20 anos. Em meados dos anos 70, autoridades locais e empresários do setor hoteleiro idealizaram um espaço para que Foz do Iguaçu se firmasse também como destino de executivos e empresários, que então participavam de eventos nas grandes capitais.
‘‘Todos que estavam envolvidos com o projeto tinham certeza que o sucesso do turismo de eventos que, na época, já acontecia nos Estados Unidos e na Europa, iria chegar no Brasil e se espalhar pelo interior’’, lembra Sérgio Lobato Machado, um dos integrantes daquele grupo pioneiro.
Hotéis como o Bourbon, Carimã e Rafain Palace foram e são exemplos de que José Bento Vidal, Coronel Flores Cunha Vianna, Luis Guilherme Siqueira Alceu Vezosso, principais incentivadores da instalação de uma infra-estrutura permanente para o turismo de eventos na cidade, estavam cerots ao apostar na necessidade de se investir neste seguimento. Foz abriga hoje 300 eventos por ano, graças à tradição consolidada na década de 80, de transformar os hotéis em minicentros de convenções.
A rede hoteleira da cidade já é considerada ponto de referência em todo o Paraná como um bem-estruturado conjunto de espaços para a realização de simpósios, seminários, conferências, fóruns, encontros e confraternização de colegas de trabalho. ‘‘A idéia do Centro de Convenções é complementar o trabalho feito pelos hotéis’’. Com a vinda dos grandes eventos todos vão ganhar’’, lembra Sérgio Lobato Machado.
O presidente do Centro de Convenções acredita que à medida em que o auditório de última geração passar a funcionar, o turismo da cidade ganhará impulso e, consequentemente, a iniciativa privada aumentará sua participação no projeto. ‘‘Não visaremos lucro direto. Cobraremos preço de custo e, obviamente, atrairemos muitos eventos, o que resultará em uma taxa de ocupação maior e mais regular em nossos hotéis’’, diz.
Os 25 eventos de 1998 poderão representar apenas um quarto do movimento esperado para 2001. Esta avaliação foi feita com base em um estudo de seis meses divulgado em setembro pela própria equipe do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. (L.F.M.)

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