Idéia de vender Copene em consórcio foi do governo federal
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domingo, 13 de fevereiro de 2000
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 14 (AE) - A proposta de venda do controle da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene) em consórcio entre a Organização Odebrecht, o grupo Marinai e a Conepar foi engendrada pelo próprio governo federal, para que os ativos do Banco Econômico (sob intervenção do Banco Central, que lhe financiou o Proer) não fossem desvalorizados.
Antes do anúncio da venda em consórcio, em novembro do ano passado, o empresário Paulo Cunha, do Grupo Ultra, estava negociando com Odebrecht e Mariani, separadamente, mas jamais entrou em contato com a Conepar - cuja maior parte do controle acionário pertence ao ex-Econômico.
Caso o plano de Paulo Cunha fosse adiante, as ações da Conepar na Norquisa, que por sua vez controla a Copene, poderiam ser desvalorizadas no momento em que o novo controlador tivesse a posse somente dos percentuais da Odebrecht e do grupo Mariani. A jogada do governo, como se vê, não foi um xeque-mate, mas preservou os ativos das três empresas e, talvez acima disso, sua garantia de receber o que investiu no socorro ao banco de ¶ngelo Calmon de Sá.


