São Paulo- Uma pesquisa feita pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) constatou que a maioria das embalagens dos produtos diet e light não informa o limite de consumo diário. A omissão leva os consumidores a ingerir edulcorantes em excesso e coloca em risco a saúde deles.
O comércio de edulcorantes é proibido nos Estados Unidos porque a substância é contra-indicada para hipertensos e portadores de problemas renais. No Brasil, ele está em grande parte dos refrigerantes diet e light.
O problema é que o limite de consumo de edulcorantes pode ser ultrapassado com facilidade. Uma criança de 30 kg, por exemplo, atinge seu limite com apenas uma lata de refrigerante diet ou light. Um homem de 70 kg pode fazê-lo com apenas 2,8 latas da bebida.
Há suspeitas de que o excesso de edulcorantes cause males como alterações genéticas e atrofia testicular, ainda segundo o Idec.
Na pesquisa, o Idec avaliou as embalagens de 24 adoçantes de mesa, 25 bebidas dietéticas e 4 sucos em pó. Todos omitiam informações essenciais e, portanto, desrespeitavam o Código de Defesa do Consumidor.
O resultado levou o instituto a exigir uma regulamentação sobre o consumo de edulcorantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, ligado ao Ministério da Justiça.
De acordo com o próprio Idec, a maior parte das marcas pesquisadas admitiu a necessidade de informar melhor os compradores, mas alegou que o rótulo não é o melhor meio de fazê-lo e sugeriu a utilização de seus serviços de atendimento.

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