O professor de educação física Denilson de Castro Teixeira explica que hoje, independente da data de nascimento, a idade é medida pela capacidade funcional do idoso. Assim, no nível 1 estão os idosos frágeis e acamados. No nível 2, estão os idosos frágeis, que ainda conseguem realizar as atividades básicas de higiene, mas não conseguem sair de casa sozinhos. Segundo Teixeira, 20% dos idosos no Brasil estão nestas faixas.
No nível 4, estão aqueles que praticam atividades físicas regularmente, e no nível 5, os atletas. Juntos, correspondem a 5% do total de idosos. A maioria, no entanto, cerca de 75%, se encaixa no nível 3 - idosos ativos (para as atividades do cotidiano), mas sedentários (para os exercícios físicos). ''E qual o perigo disso? Nesses idosos, a capacidade de reserva está no limite, e qualquer doença pode levá-los aos níveis 1 e 2, com chance de não sair mais desse quadro'', alerta.
Segundo ele, sempre é possível obter melhoras com o exercício físico, em qualquer fase da vida. ''Se a massa muscular está enfraquecida é possível fortalecê-la, assim como melhorar a flexibilidade e a capacidade cardiorespiratória. O que a gente indica é que a pessoa faça o que gosta mais''.
No entanto, Teixeira recomenda apenas a caminhada como opção de atividade física sem orientação profissional. ''A caminhada não coloca o idoso em risco. Já a musculação, se não for feita com movimentos corretos, pode prejudicar'', afirma.(C.P.)

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