Ida de Calabi para BNDES depende da palavra final de FHC
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domingo, 18 de julho de 1999
Por Adriana Fernandes, Nelson Breve e José Ramos 
Brasília, 19 (AE) - A transferência do presidente do Banco do Brasil (BB), Andrea Calabi, para a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda depende da palavra final do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro da Fazenda, Pedro Malan.
A troca poderá demorar 15 dias. "O presidente Fernando Henrique deverá bater o martelo ainda hoje", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Clóvis Carvalho, que toma posse amanhã (20) pela manhã.
Antes de assumir o BNDES, o presidente do BB terá de concluir negociações importantes para o banco. A mais importante delas é a solução para o financiamento dos títulos da Prefeitura de São Paulo emitidos para o pagamento de precatórios, estimados em cerca de R$ 6,1 bilhões. Calabi está negociando uma alternativa para preservar a saúde financeira do BB, que poderá enfrentar dificuldades, caso os papéis não sejam honrados.
Hoje, Carvalho afirmou que uma das atribuições dele será superar os gargalos ao desenvolvimento das médias empresas. Ele observou que as pequenas empresas ainda têm mecanismos de financiamento, mas as médias necessitam de uma maior flexibilidade do BNDES. Ainda na tarefa de reestruturação produtiva, ressaltou que o ministério estimulará o processo de fusões nas áreas siderúrgicas, petroquímica e de papel e celulose, entre outros.
O ministro também pretende ampliar a integração com os Ministérios da Fazenda, da Agricultura e das Relações Exteriores para aumentar as exportações brasileiras. "Vai haver uma integração maior; por isso, as características das pessoas que estão vindo, como o ministro Pratini de Moraes", comentou, referindo-se ao novo ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes.
Ele adiantou que o setor de comércio exterior pode esperar medidas adicionais para o incremento das exportações. "Esse esforço de integração é necessário e vamos fazê-lo", avisou. Carvalho reafirmou que a meta de exportações de U$ 100 bilhões para 2002, fixada por Fernando Henrique, está mantida. Segundo ele, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) vai continuar na coordenação do programa especial de exportação e que dará continuidade ao projeto do ex-ministro Celso Lafer de criação de um comitê de financiamento do desenvolvimento. "Um país pobre precisa gastar bem os recursos e juntar todas as migalhas de onde tem recursos", concluiu.


