ICVM apresenta queda de 0,30% em maio
São Paulo, 10 (AE) - O Índice de Custo de Vida da Classe Média, pesquisado pela Ordem dos Economistas de São Paulo, apresentou uma queda de 0,30% em maio, em comparação com o mês de abril, no município de São Paulo. Nos últimos doze meses, o índice aponta para uma redução de 0,09%. Nos primeiros cinco meses de 1999, o custo de vida da classe média teve uma alta de 2,88%, apontando para uma inflação de 7% no acumulado do ano.
Segundo a Ordem dos Economistas, o grupo vestuário apresentou uma alta de 2,27%, em função dos preços da coleção de inverno. Nos últimos doze meses, este grupo, no entanto, apresentou a uma redução, com 4,86%. O grupo saúde teve uma alta de 0,91%, em consequência do aumento dos remédios. Este grupo apresentou a maior alta nos últimos doze meses, com uma elevação de 3,74%.
Ainda de acordo com a pesquisa, o grupo habitação apresentou um aumento médio de 0,06%, sendo que as maiores altas ficaram com : gás engarrafado (2,71%) e de rua (2,24%) e dos equipamentos eletro-eletrônicos (0,70%). O grupo educação apresentou aumento de 0,04%, em virtude da alta de 0,86% no preço dos livros didáticos. Dentre as despesas pessoais, que tiveram aumento de 0,06%, os principais destaques foram: preços dos artigos de higiene e beleza (1,30%) e bebidas alcóolicas (0,52%).
De acordo com a Ordem dos Economistas, o grupo transportes apresentou uma queda de 0,45% que veio em decorrência da queda de 9,23% no preço do álcool combustível e de 1,44%, no preços dos veículos. Em contrapartida, o preço da gasolina teve aumento de 4,07%. Os preços do grupo alimentação diminuíram em média 1,86%. Os produtos in natura (frutas, verduras e legumes) apresentaram redução média de 5,11%, enquanto o preço médio de carne bovina caiu 0,97% e da de frango, 2,71%.
O Índice de Custo de Vida é calculado mensalmente pela Ordem dos Economistas de São Paulo que mede a variação do custo de vida da classe média no município de São Paulo, tomando como base as despesas das famílias que têm uma renda mensal entre 10 e 40 salários mínimos.





