São Paulo, 10 (AE) - O Índice de Custo de Vida da Classe Média (ICVM) registrou em julho a segunda maior alta do ano com aumento médio de preços de 1,14%. O reajuste, considerado significativo pelo diretor da Ordem dos Economistas de São Paulo
Roberto Luis Troster, foi basicamente puxado pela alta nos preços de 12,99% da gasolina e de 11,27% do álcool. Por causa desses aumentos o grupo transportes ficou com alta de 4,43% no mês passado.
Mas segundo o economista, esses aumentos de preços não indicam uma tendência de alta de inflação generalizada. "Tivemos reajustes de preços localizados e a tendência para agosto é de reajustes menores", diz Troster. Ele lembra que em agosto a pressão de preços costuma vir dos produtos agrícolas por ser época de entressafra. O ICVM mostra mensalmente a variação do custo de vida da classe média no município de São Paulo, baseada nas despesas das famílias com renda mensal entre 10 e 40 salários mínimos.
No acumulado dos últimos 12 meses a variação do ICVM é de 1,58% e em 1999 a alta é de 4,07% e a projeção para o ano é em torno de 8%. No mês de julho também registraram alta os grupos vestuário (1,83%) e habitação (1,14%) basicamente devido aos aumentos de 9,41% da energia elétrica e de 8,82% do gás engarrafado. Tiveram aumentos menores os grupos saúde (0,80%), educação (0,47%) e despesas pessoais (0,21%). No grupo saúde, o aumento foi resultado do reajuste médio de 2,52% dos preços dos remédios e de 1,05% dos planos de saúde.
Alimentação foi o único grupo em julho com queda de preços. A redução média foi de 0,08%. A maior baixa no grupo foi do feijão a granel, com queda de 10,07%. Mas houve reajustes dos produtos in natura de 1,41%, da carne de 0,58%, do leite de 0 35% e do café de 2,05%.

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