São Paulo, 7 (AE)- O índice do custo de vida no Município de São Paulo subiu 1,19% em janeiro, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Mensalidades escolares registraram a maior alta, ou seja, 8,24%, variação próxima da inflação do ano passado. As mensalidades contribuiram com 0,42 ponto percentual no índice do mês, superando a taxa de dezembro passado, que foi de 0,80%, em 0,39 ponto percentual.
Saúde, habitação e alimentação também tiveram peso significativo na composição da inflação do mês. Para se ter uma idéia, educação e leitura aumentaram 6,37% devido aos reajustes ocorridos nos itens do sub-grupo e educação (6,88%), com destaque para a alta das mensalidades escolares nos cursos formais (8,24%), em especial os universitários (12,76%). Cursos diversos (2,83%), que incluem Línguas, Educação Física e Computação, ajudaram a baixar a taxa deste sub-grupo, e apenas os cursos de Língua (7,88%) aproximaram-se da variação de 1999. Os materiais didáticos, os livros foram reajustados 6,25%, contra uma variação de apenas 0,69% nos produtos de papelaria.
A segunda maior taxa ficou com alta de 1,10%, sendo que assistência médica foi a campeã em reajuste, subindo 1,37%, consequência dos aumentos registrados nos seguros e convênios médicos (1,77%); consultas médicas tiveram variação de 0,53%. Habitação registrou alta de 0,97%, enquanto despesas com alimentação registraram o quarto maior aumento, com 0,88%, devido à contribuição registrada no sub-grupo de industrializados, com alta de 1,34%. Alimentação fora do domicílio sofreu ligeiro aumento, de 0,51%. E, bens in natura e semi-elaborados tiveram elevação de 0,62%. De acordo com a pesquisa, neste último sub-grupo, os principais reajustes foram registrados nas hortaliças (22,27%), legumes (7,18%) e, ovos, 5 80%. Grãos, ao contrário, registraram queda de 2,31%, em especial o feijão, recuando 6,34%; batata, 5,70%; frango, 1,35; e, carne bovina, 0,33%.

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