Londrina- Mutirão de limpeza, caminhão fumacê e penalização contra responsáveis por focos do mosquito. São as ações usadas pela administração de Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama) para combater a dengue. Na quinta-feira, foi confirmado oficialmente um caso de dengue hemorrágica no município. A paciente está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Umuarama.
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Icaraíma, Agnaldo Gouveia, a mulher de 34 anos apresentou sintomas de dengue clássica e sangramento nas gengivas. ''Se ela teve dengue no passado não percebeu. O caso foi notificado como dengue clássica e só depois ficou comprovado tratar-se do tipo hemorrágico'', explicou. O estado de saúde dela é ''estável'' e ''controlado.''
Este foi o sétimo caso registrado no ano em Icaraíma - o primeiro de dengue hemorrágica - todos autóctones (contraídos no local). Até ontem, foram 46 notificações. O número de casos e o Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira) acima do recomendado levaram a administração municipal a promover as ações de combate e conscientização.
O primeiro Lira do ano, realizado em janeiro, indicou uma média de 9% de infestação. O recomendável é abaixo de 1%. Recém-empossado no cargo, Gouveia deu início ao treinamento de agentes comunitários e contratou dois agentes de controle da dengue.
Outras iniciativas são os arrastões de limpeza, pulverização com bomba costal e com caminhão fumacê e consulta ao promotor da cidade sobre possíveis punições aos responsáveis por focos do Aedes aegypti. Em fevereiro, o Lira caiu para 1,58%.
Em Cambé (13 km a oeste de Londrina), uma criança de 2 anos foi confirmada como caso de dengue clássica. Moradora da Zona Rural, está internada no Hospital Universitário de Londrina. De acordo com Alessandra Garcia Vaz, secretária municipal de Saúde de Cambé, o estado dela é grave.
Após a notificação do caso na quinta-feira, foi realizada uma operação bloqueio nas proximidades do sítio onde vive a família e no Jardim Ana Rosa. Esta foi a segunda confirmação da doença em duas semanas. O número de notificações está em torno de cem. No ano passado, foram cerca de 500 notificações e 23 confirmações.
O último Lira realizado na cidade foi de 0,9%. ''Estamos numa região onde foram registrados vários casos positivos, com a presença do vetor e numa época proprícia para a reprodução do mosquito. Pedimos para a população ficar de olho nos quintais'', alerta Alessandra.

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