São Paulo, 23 (AE) - O Instituto de Criminalística (IC) do Estado de São Paulo pediu à Receita Federal, à Junta Comercial e às empresas de telefonia fixa Telemar-Rio e Telefônica o envio de funcionários da área de informática que possam dar informações complementares sobre os bancos de dados dessas empresas e órgãos. A medida visa ajudar o IC a ajudar a identificar a origem dos dados que estão nos disquetes apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo.
Os disquetes estavam sendo vendidos por Jefferson Festa Perez por preços entre R$ 4 mil e R$ 6 mil. Ele oferecia um com dados fiscais de 17 milhões de contribuintes e outros dois com informações da Telefônica e da Telemar-Rio, até mesmo com os números de telefones de assinantes que não permitem a divulgação em lista.
O pedido de ajuda aos peritos do IC foi feito pelo diretor do órgão, Valdir Santoro. "Enviei o pedido ao superintendente da Receita em São Paulo (Flávio Del Comune)", disse Santoro. Ele deveria reunir-se hoje com representantes da Receita. No IC estão disquetes, CD-ROMs e computadores apreendidos pelo 5.º Distrito Policial entre dezembro e ontem.
Acareação - Amanhã, o delegado Manoel Adamuz Neto vai fazer uma acareação entre três dos suspeitos de envolvimento no vazamento de dados fiscais da Receita. Serão colocados frente a frente o vendedor Festa e os comerciantes Carlos Alberto Rodrigues e José Adriano Pires. O primeiro disse ter obtido os dados com Rodrigues. Este afirmou que foi Perez que lhe ofereceu as informações da Receita, mas negou tê-las comprado.
Rodrigues disse que Perez levou-o ao escritório de Pires
onde disse ter visto, na tela de um computador de Pires, os dados fiscais da Receita. Pires negou ter essas informações e afirmou ter sido procurado por Perez, que as teria oferecido. (Marcelo Godoy)

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