IBS denuncia novo ataque protecionista dos EUA
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2000
Por Irany Tereza 
Rio, 26 (AE) - O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) divulgou nota oficial hoje lamentando o que foi classificado como uma "nova escalada protecionista da siderurgia norte-americana". A entidade, que representa todas as siderúrgicas nacionais, refere-se à taxa antidumping de 63,2% imposta pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. No dia 18 de fevereiro o secretário de Comércio norte-americano, William Daley, virá ao Brasil para discutir a questão com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia.
Na nota, o IBS lembra que a decisão final sobre direitos compensatórios contra a importação de chapas e bobinas a frio abrange apenas o Brasil, embora o processo antidumping atinja 11 países.
"Nossas exportações são uma pequena parcela do consumo interno norte-americano e, portanto, não influem na formação de preço daquele mercado", diz a direção do instituto na nota. "Simplesmente acompanham os preços determinados pelos grandes players, que são os próprios produtores norte-americanos e os grandes exportadores como a Rússia, Japão e Coréia." Os laminados a frio são produzidos no Brasil por apenas três empresas: Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que teve sobretaxa fixada em 7,14%, Cosipa e Usiminas, ambas penalizadas com taxa de 10,6% em seus produtos.
"Finge-se desconhecer que a siderurgia brasileira tem uma estrutura de custos competitiva e que a nova realidade cambial do País mudou significativamente nossa condição de competição de tal forma que eventuais margens de dumping seriam praticamente inexistentes se calculadas com base na taxa de câmbio atual", diz a nota do IBS.


