A mais recente publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Censo 2000, ''Tendências Demográficas'', revela em números uma importante marca da evolução populacional do País: as capitais estão crescendo menos do que outras cidades das regiões metropolitanas. Ou seja, o País caminha para menor concentração de habitantes nas cidades mais importantes. O levantamento aponta ainda a crescente urbanização brasileira. Enquanto a população urbana aumentou em 26 milhões de habitantes, a área rural perdeu entre 1991 e 2000 nada menos que 4 milhões de moradores.

O estudo mostra que, no século XX, a população brasileira ficou dez vezes maior e o Brasil, com 169.590.693 habitantes, passou de oitavo país mais populoso, posição que ocupava em 1950, para o quinto lugar do ranking mundial. Maior oferta de emprego e melhores condições de habitação ainda são os fatores decisivos para a enorme concentração populacional do Sudeste, outro aspecto demográfico do País. A região concentra quase metade (42,6%) dos habitantes. São 72,2 milhões de moradores. ''A população ainda é atraída pela oferta proporcionada pelo Sudeste'', diz a coordenadora técnica do trabalho, Nilza de Oliveira Martins Pereira.

Segundo Nilza, ainda não é possível apontar com certeza os motivos que levam as cidades não-capitais das regiões metropolitanas a crescerem em ritmo bem maior, mas acredita que existe uma busca por melhor qualidade de vida, em áreas que têm bom grau de desenvolvimento econômico, mas não sofrem com a saturação das capitais. ''É certo que a população está saindo para as periferias, deixando de estar no foco central. O que ainda não está claro é se as pessoas estão morando em outras áreas da região metropolitana e trabalham na capital ou se vivem e trabalham nessas cidades'', diz a pesquisadora.

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