Rio, 03 (AE) - A gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, afirmou hoje que a oscilação do dólar nos últimos dias "não é perceptível" nos índices de inflação do instituto, o IPCA e o INPC. "A influência do dólar é uma sutileza, que conseguimos medir somente depois de janeiro, quando houve desvalorização forte", afirmou Eulina. A medição do efeito do dólar, afirmou a economista do IBGE, não é simples de se observar, especialmente com a demanda reprimida. Para Eulina, a tese de que existe uma inflação reprimida no varejo, que vai ser repassada para o consumo quando houver sinais de crescimento econômico, é uma tese que ainda precisa ser confirmada empiricamente.
Os dados do IBGE apontam que os produtos que sofreram maior reajuste em fevereiro e março, por causa da desvalorização do dólar, têm peso de 21,32% no cálculo do INPC e do IPCA, índice escolhido para balizar a política de metas de inflação. Segundo Eulina, estes produtos, com seus respectivos percentuais de peso na formação dos índices, são: macarrão (peso de 0,23%), farinha de trigo (0,08%), pão (1,33%), óleo de soja (0,28%), café (0,44%), gasolina (3,51%), gás de bujão (1,14%), produtos farmacêuticos (4,53%), artigos de higiene pessoal (1,95%), artigos de limpeza (0,86%), peixes (0,31%), energia elétrica (3 34%), eletrodomésticos (1,58%) e equipamentos de TV, som e informática (1,74%).

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