São Paulo - No Brasil, segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,4 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham. No mundo todo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima 246 milhões trabalhadores infantis. A exploração da mão de obra infantil traz consequências irreversíveis para a sociedade, como a geração da pobreza e manutenção do ciclo de miséria, já que a maior parte dessas crianças tem pais e avôs que também trabalharam desde cedo para complementar a renda familiar.
As condições de trabalho são extremamente precárias e a maioria acaba exposta à violência. A rotina de trabalho exige muito além da capacidade física da criança, que sem nutrição correta pode tornar-se um adulto doente.
Cerca de 1/3 das crianças e jovens entre 5 e 17 anos trabalham mais de 40 horas por semana. Entre as 1.081.579 que não trabalham, mais de 65% dedicam-se 40 horas ou mais no trabalho, enquanto entre as que estudam esse porcentual cai para 25%. No grupo de crianças entre 5 e 9 anos, 83% trabalham até 20 horas semanais. De 10 a 14 anos, 9,8% estudam e cumprem jornada de 40 horas de trabalho. Nessa faixa, 51,9% não frequentam escola. Para a faixa de 15 a 17 anos, 40% estuda e trabalha (40 horas/semana) e 60% trabalham e não estudam.

mockup