Rio de Janeiro, 24 (AE) - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a Pesquisa Mensal de Emprego, que constatou que houve, no mês de maio, uma taxa de desemprego menor em relação ao mês de abril e também a maio do ano passado. A taxa registrada no mês passado foi de 7,7%, enquanto em abril foi de 8,02%. Em maio de 1998 o porcentual foi de 8,2%.
A pesquisa foi realizada em 40 mil domicílios, nas seis principais regiões metropolitanas do país. Em todos os locais houve uma melhora da taxa de desemprego.
Segundo técnicos do IBGE, a melhora ocorreu porque foram abertas mais de 170 mil vagas. A taxa de desemprego foi menor na indústria de transformação, no comércio, nos seviços e na construção civil. Nos cinco primeiros meses do ano, a média do indicador foi de 7,82%, próxima do valor registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 7,79%.
As estimativas da Pesquisa Mensal de Emprego para maio deste ano indicam, em relação ao mês de abril, um crescimento de 0,7% para o número pessoas economicamente ativas e estabilidade para o número de pessoas não economicamente ativas. Em relação a maio de 1998, as variações foram de - 1% e de 6,6%, respectivamente.
O número de pessoas trabalhando aumentou de 1,1% de abril para maio, enquanto de maio do ano passado para maio deste ano, o índice caiu 0,4%. De abril para maio houve aumento de número de pessoas trabalhando na indústria de transformação (2%), no comércio e nos seviços (1%).
A construção civil, porém, registrou queda (- 2,4%). Já no espaço de 12 meses, a ocupação caiu na indústria de transformação (- 5,4%) e na construção civil (- 5%). As taxas do comércio permaneceram estáveis, enquanto houve um crescimento nos serviços (1%).
O número de empregados com carteira assinada aumentou na comparação mensal (1,4%), mas caiu na comparação anual (-3,3%). A variação do número de empregadores foi positiva tanto de abril para maio (4,9%), quanto de maio de 98 para maio de 99 (3,9%), o mesmo acontecendo com o número de empregados sem carteira de trabalho assinada, (1,2% e 2%).
O rendimento médio real das pessoas ocupadas de abril a maio deste ano caiu rem relação a março (-0,6%) quanto em relação a abril do ano passado (- 4,1%). Na comparação mensal, a queda de rendimento dos empregados sem carteira de trabalho assinada foi de - 3,6%, e a dos de carteira assinada, por sua vez, foi de - 1 4%. Estes índices acabaram influenciando o resultado.
Na comparação anual, a queda foi puxada pela variação do rendimento dos empregados com carteira e das pessoas que trabalharam por conta própria, em torno de - 4%.
O confronto da média do número de pessoas ocupadas de janeiro a maio deste ano, com o mesmo período do ano passado, indica queda de 6% na indústria de transformação, de 2% na construção civil, e de 0,5% no comércio. No setor de serviços houve acréscimo de 1,2%. No mesmo período o número de empregados com carteira de trabalho assinada foi menor (- 3,4%) de empregadores (- 1,3%).

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