IBGE aponta taxa de desemprego de 7,7% em agosto
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quarta-feira, 22 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 23 (AE) - A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País em agosto chegou a 7,7% da População Economicamente Ativa (PEA), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice teve pouca variação em relação ao apurado em julho (7,5%) e agosto do ano passado (7,8%). Mas a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do instituto revelou que, em um ano, cresceu 6% o número de pessoas que deixaram de fazer parte da PEA - ou seja, não só abandonaram o trabalho como deixaram de procurar ocupação.
"A variação é significativa", afirmou a consultora econômica do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza. Em agosto de 1998, o número de pessoas trabalhando ou à procura de emprego era de 17.846.995. No mês passado, o contingente chegou a 17.702.645. A parcela da população fora da PEA inclui tanto desempregados que desistiram de procurar trabalho quanto aposentados, pensionistas e estudantes.
O tempo médio de procura por trabalho também continua alto, afirmou Shyrlene: chegou a 23 semanas, em agosto. "O mercado não está absorvendo as pessoas", constatou a analista do instituto. Em São Paulo, o período chegou 27 semanas, enquanto que no Rio está abaixo da média - 18 semanas. De julho para agosto, o número de pessoas procurando emprego aumentou 2 1%, mas na comparação com agosto do ano passado, houve queda de 2,6%.
O número de empregados caiu tanto na construção civil (-6,6%) quanto na indústria de transformação (-2,2%) e no comércio (-2%), na comparação entre o mês passado e agosto de 1998. A intensidade do declínio aumentou em relação a julho, quando a variação negativa nos três setores foi, respectivamente
de 4,8%, 1,4% e 1,3%. O setor de serviços foi o único a registrar aumento de pessoas ocupadas, de 0,6%. Mas este índice representa uma piora em relação ao desempenho do setor em julho, quando o crescimento foi de 1,4%.
Números iguais - A taxa média de desemprego nos oito primeiros meses deste ano ficou em 7,6% - número igual ao registrado de janeiro a agosto do ano passado pelo IBGE. O índice de desemprego em São Paulo em agosto, de 8,2%, também ficou igual ao de julho. Shyrlene afirmou que a taxa de desemprego deve diminuir no último trimestre do ano, um fenômeno tradicional, causado pelo aumento do consumo com as festas do fim de ano.


