IBGE aponta 6 mil mortes violentas no PR em 2006
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os dados sobre os registros civis divulgados ontem pelo IBGE mostram que quase 6 mil pessoas morreram por causas violentas no Paraná no ano passado. Dessas, praticamente um terço era de jovens entre 15 e 24 anos. Os números mostram ainda que, entre os mais de 152 mil nascimentos registrados em todo o Estado, a maioria foi de meninos. Já em relação aos casamentos, foram quase 57 mil novas uniões, 84% delas entre solteiros.
Segundo o IBGE, 61.267 certidões de óbito foram emitidas no Paraná em 2006. Delas, 5.946 referem-se a mortes violentas, o que corresponde a 9,7% do total. Em Londrina aconteceram 313 casos, enquanto Curitiba apresentou o maior número do Estado: 1.822. Os dados são ainda mais preocupantes porque, no Estado, em quase 30% dos casos as vítimas foram jovens entre 15 e 24 anos.
O estudo do IBGE aponta também que foram registrados 152.553 nascimentos no Estado no ano passado. Desses, 77.793 eram meninos, contra 74.750 meninas. Londrina respondeu por 4,5 nascimentos no Paraná, com 6.934 no total. Levando-se em conta a idade das mães, o estudo aponta que a maioria delas (41.729) tinham entre 20 e 24 anos. O número de mães adolescentes, com idades entre 15 e 19 anos, foi de 29.764.
Seguindo uma tendência nacional, o Paraná apresentou também um grande número de casamentos entre solteiros. No total, foram registrados 56.997 novas uniões, sendo que 47.890 eram entre pessoas que nunca haviam se casado. Nas 9,1 mil restante, ao menos um dos cônjuges era uma pessoa que já havia se divorciado.
Neste ponto, o IBGE constatou que no Paraná foram registradas 5.152 separações judiciais de casais, sendo que 3.487 deles possuíam filhos menores de idade. A grande maioria (4.035), foi de comum acordo entra as partes. Entre as separações não consensuais, 867 foram requisitadas pela mulher. As outras 245, pelo homem.
Sem registro
No ano passado, 12,7% dos bebês não tiveram seu nascimento registrado em cartório. Esse percentual, no entanto, vem caindo ano a ano. Em 2000, por exemplo, ele chegava a 21,9%. A maioria das crianças não registradas no ano de seu nascimento acaba sendo registrada posteriormente até os três anos de idade. Segundo os pesquisadores do IBGE, isso indica que está havendo uma melhoria no acesso ao registro.
Até bem pouco tempo, o pico de registros tardios acontecia aos sete anos (idade em que a matrícula na escola passa a ser obrigatória). Hoje, percebemos que isso está acontecendo mais cedo, até os três anos, afirma Claudio Crespo, do IBGE.


