Rio, 10 (AE) - A partir de agosto, perde peso a participação dos alimentos, aluguéis residenciais e artigos de vestuário na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), taxa escolhida pelo governo para balizar o sistema de metas de inflação. Outra novidade será a presença expressiva de itens novos, como planos de saúde, microcomputadores, jogos lotéricos, telefones celulares e serviços bancários.
As mudanças são resultado da nova estrutura de pesos que será aplicada pelo IBGE. Até julho, tanto o IPCA quanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) tinham como base o consumo das famílias pesquisadas em 1987. A nova base, a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 1996, permitirá uma análise de quantidades consumidas e preços mais atualizada. Os pesos já vinham sendo atualizados mensalmente, mas apenas com base nas variações de preços.
Os alimentos, que representaram 23,59% do IPCA de julho, terão peso de 22,30% em agosto. Mas os refrigerantes passarão de 0,49% para 0,78%. O peso do aluguel residencial cairá de 10,5% para 5,92% e o do vestuário, de 8,37% para 5,68%. Os transportes
que representavam 18,08% do IPCA, terão agora um peso de 19 99%. Não alimentos em geral, cujo peso era de 76,41%, responderão por 77,70%. O grupo de itens novos formará 4,85% do índice. Isoladamente, planos de saúde terão um peso de 2,68%.

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