Iberdrola fica fora da disputa por geradoras de energia
no Vale do Jequitinhonha (BA), e duas térmicas no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. A capacidade total das usinas é de 1.770 megawatts. Com isso, a empresa espera ampliar sua força no Nordeste, onde já detém mais de 33% do mercado de distribuição de energia elétrica, com a operação da Coelba (BA), Cosern (RN) e a recém-adquirida Celpe (PE). A economia brasileira é a que vem recebendo a aposta mais alta da empresa na América Latina, com concentração de 65% dos US$ 3 4 bilhões aplicados em sete países (além do Brasil, México, Chile, Uruguai, Colômbia, Guatemala e Bolívia). Serra Mont diz que um eventual risco imediato de desempenho econômico não o preocupa. "Nossos investimentos são de longo prazo", afirma. "Não temos necessidade de ter dividendos todos os anos." Nos próximos dias, o consórcio liderado pela Iberdrola fará oferta pública das ações da Cosern, para fechar o capital da empresa, a exemplo do que já foi feito na Coelba e irá se repetir na Celpe. Dentro de dois anos, as ações voltarão às bolsas de valores, mas já sob o guarda-chuva da holding Guaraniana, que reúne as três. As distribuidoras continuarão como companhias independentes, mas a negociação de ações pela holding irá valorizar os ativos. A Guaraniana pedirá listagem na Bolsa de São Paulo (Bovespa) e no mercado europeu de negociação de ações de empresas latino-americanas, o Latibex.Por Irany Tereza Rio, 25 (AE) - A Iberdrola, que investiu no Brasil US$ 2,2 bilhões nos últimos oito anos e é uma das principais empresas de energia em atuação no País, está fora da disputa pela compra das geradoras de eletricidade (Furnas, Chesf e Eletronorte). O mercado estava dando como certa a participação da companhia espanhola nos leilões, que ainda constam do cronograma de privatizações para este ano. Mas, o diretor de Gestão de Negócios Internacionais da empresa, esteban Serra Mont, afirma que a Iberdrola não vai entrar no páreo. "Não vejo razão de o governo privatizar usinas que já estão prontas e são rentáveis, em vez de incentivar a construção de novas unidades", comentou Serra Mont. Segundo ele, a empresa continuará investindo pesadamente no mercado brasileiro, especialmente em energia elétrica, telecomunicações, gás e saneamento. Mas, declarou que, neste caso, dará preferência à construção de novas geradoras. A Iberdrola - a segunda maior companhia de eletricidade da Espanha - acaba de dar início a três projetos no Nordeste que totalizam um custo de R$ 1,3 bilhão: uma hidrelétrica em Itapebi





