Londrina - O Instituto Brasileiro do Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também vai monitorar a evolução do dano provocado pelo derramamento de óleo diesel no Ribeirão Lindoia, na Zona Oeste de Londrina. Cerca de 40 mil litros de combustível atingiram o manancial após descarrilamento de um vagão da América Latina Logística (ALL) na terça-feira.
Um fiscal do órgão federal encontra-se desde ontem em Londrina. Ele passa a integrar o grupo de fiscalização composto por servidores da Secretaria do Ambiente (Sema) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O acidente ocorreu no pátio de manobras localizado entre o Parque Cilo III e o Jardim Maria Lúcia (Zona Oeste). Uma locomotiva bateu contra um vagão carregado com mais de 60 mil litros de óleo diesel. O combustível atingiu o manancial do Ribeirão Lindoia. Três barreiras de contenção foram colocadas ao longo do leito do rio para conter o avanço da mancha de óleo.
Diferentemente do que foi informado ontem, o Lago Norte, não foi atingido. ''A calha normal do córrego subiu e isso aumentou muito a superfície aquática do Lindoia. No momento em que baixar o nível da água poderemos ver se tem resquícios de contaminação na vegetação'', explicou o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira.
Hoje vence o prazo para a empresa apresentar o relatório do acidente, informando a quantidade exata de óleo derramado e as ações adotadas para minimizar o impacto ambiental. Novas análises de solo e água devem ser feitas. A empresa pode ser multada em até R$ 50 milhões. A reportagem não conseguiu contato ontem com o Ibama e a ALL.

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