Rio, 22 (AE) - O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou hoje que irá fazer um estudo do movimento dos peixes na Baía de Guanabara, no RJ. Os técnicos querem saber se, como alegam os pescadores, os peixes procuraram águas mais limpas e, em caso positivo, pretendem verificar se o motivo da migração é o óleo qwue vazou da Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras. Uma reunião marcada para sexta-feira vai definir um cronograma para os trabalhos.
Sobre a liberação da pesca na baía, o Ibama informou que vinte dias depois do vazamento foram feitos dois testes: um pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e outro pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). O teste da PUC tinha por objetivo contabilizar a quantidade de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) - um componenete cancerígeno - presente no pescado. O laudo divulgado pela universidade informou que, "com base na concentração de HPA, os peixes não ofereciam restrições ao consumo".
O Inmetro, por sua vez, fez testes microbiológicos e concluiu que não havia restrições ao consumo. As duas instituições fizeram os testes com amostras de curvina e tainha - peixes que vivem no fundo da baía.Com base nesses dois laudos, o Ibama liberou a pesca no dia 29 de fevereiro. Nesse mesmo dia e nos dois dias subsequentes, técnicos do Inmetro e do Ministério da Agricultura fizeram nova coleta de peixes, dessa vez de robalos, sardinhas, bagres e boca tortas.
O teste do Inmetro confirmou os laudos anteriores: não havia restrição ao consumo. O Ministério da Agricultura, no entanto, não enviou um resultado alegando que a amostra recolhida era insuficente para o teste. O Ibama explicou que esses testes eram complementares.

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