Curitiba- Trezentos e quarenta e um pássaros de diversas espécies, que viviam em gaiolas, nas mãos de pessoas não autorizadas para sua criação, foram devolvidos à natureza ontem. Os pássaros, apreendidos pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), polícias Florestal, Civil e Federal, foram soltos em uma área de mil hectares, no Parque Água Mineral Ouro Fino, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Antes de serem soltas, as aves tiveram que passar um tempo no Centro de Triagem, mantido em convênio pelo Ibama e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), em Tijucas do Sul (62 km ao sul de Curitiba). Só no ano passado, o Ibama apreendeu aproximadamente 2,5 mil pássaros. Entre as espécies soltas estão trinca-ferro, sabiá, pássaro preto, canário da terra, pintassilgo, bem-te-vi, azulão, curió, sanhaço, chopim e tico-tico. A preocupação foi soltá-los em área típica dessas espécies, para evitar mestiçagem e incentivar a perpetuação da espécie.
As aves foram identificadas com anéis, números e os dizeres ''soltura Ibama/PR''. Para melhor adaptação, elas foram mantidas alguns dias em um grande viveiro no meio da mata do parque, que possui vários ambientes mais fechados, abertos, altos, ou com características de florestas, de forma a fazer com que as aves reconhecessem o ambiente e se sentissem mais seguras para viver novamente na mata.
A diferença entre outras solturas de pássaros é que desta vez o viveiro manterá uma abertura na parte de cima, de modo a permitir que os pássaros possam voltar ao local. A principal dificuldade das aves nos primeiros dias depois da soltura é com a alimentação. Para isso, a Ouro Fino manterá cochos com comida ao lado dos viveiros.
Essa é a terceira e a maior soltura de aves, feita por meio da parceria firmada entre Ibama e Ouro Fino no início de 2004.

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