Ibama quer que MT ajude pescadores de Guaraqueçaba
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Paraná vai buscar auxílio financeiro junto ao Ministério do Trabalho para os pescadores da Baía de Guaraqueçaba, no Litoral do Estado, que estão proibidos de pescar desde anteontem.
A proibição da pesca e da captura de moluscos é decorrente da constatação da existência de algas tóxicas - do tipo Heterosigma cf. carterae - na Baía de Guaraqueçaba, que está causando a morte de peixes.
O representante do Ibama/PR, Luiz Antonio Mello, disse ontem que o órgão vai buscar auxílio financeiro junto ao Ministério do Trabalho. A intenção, segundo Mello, é conseguir um salário-desemprego correspondente aos quinze dias em que a pesca ficará proibida, além de uma cesta básica. Nesse período, o Ibama em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fará o monitoramento da área.
O Centro de Pesquisa do Ibama na Região Sul (Cepsul) em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univale), de Santa Catarina, já está realizando análises de moluscos coletados na baía de Guaraqueçaba.
Para o presidente da Colônia de Pescadores de Guaraqueçaba, José Filipe da Silva Neto, a situação é complicada porque mal acabou o defeso e já acontece outra proibição. O defeso, que vai de 15 de dezembro a 15 de fevereiro, é o período em que a pesca fica proibida por ser época de reprodução de várias espécies.
Segundo o secretário da Colônia, Ênio Lopes Barcelos, duas mil famílias de cerca de 22 ilhas de Guaraqueçaba vivem só da pesca. O Ibama estima a existência de 950 pescadores.


