Campinas, SP, 18 (AE) - O pó-de-serra, a serragem e mesmo as rebarbas de madeira, usualmente queimados ou amontoados em serrarias de todo o País, agora têm um destino mais nobre: transformam-se em painéis, portas e objetos de decoração, já disputados em Brasília. A tecnologia, batizada de re-madeira, tem patente requerida por seus criadores, o arquiteto Paulo Roberto dos Santos e o designer José Arthur Grossi. Agora, conta também com o apoio do Laboratório de Produtos Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - Ibama (http://www.ibama.br), que está pesquisando tratamentos para tornar o material mais resistente a chuvas e variações meteorológicas.
"Temos tecnologia para a re-madeira em usos internos", conta Santos. "Mas ainda precisamos aperfeiçoar os painéis para usos externos e trabalhar variações no acabamento que garantam maior fixação das cores". O arquiteto e o designer trabalham com dez cores básicas naturais das diversas espécies de madeira brasileiras. "E temos a perspectiva de usar pelo menos 7 mil espécies de árvores, de todos os matizes, ou seja, uma paleta inteira de cores", acrescenta.
Santos e Grossi começaram a trabalhar há 10 anos com o pó-de-serra em maquetes, por ser um material barato, um resíduo indesejado. Transformaram o rejeito em matéria-prima e têm painéis montados em locais públicos, como o Empório Ambiental, na Asa Sul, e o Café das Letras na Universidade de Brasília (UnB).
Além do apoio técnico do Ibama, buscaram a incubadora de empresas da UnB na expectativa de converter a nova técnica num bom negócio, que é, além de tudo, ambientalmente correto. Maiores informações com Paulo Roberto dos Santos através do telefone (0XX61) 2841236 ou do endereço eletrônico [email protected] ou ainda com Divino Eterno Teixeira, do Ibama
através do endereço [email protected].

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