Agência Estado
Do Rio
Trinta dias após o vazamento de 1,29 milhão de litros de óleo combustível da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), a Petrobrás estima que cerca de 70 mil litros ainda estejam na Baía de Guanabara, basicamente nos manguezais. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a pesca na baía começaria a ser liberada ontem, uma vez que foi constatada a melhoria da qualidade do pescado.
Por enquanto, a Petrobras não irá retirar o óleo dos manguezais. A decisão foi tomada de acordo com a orientação da química inglesa Karen Purnell, contratada pela empresa, e de ambientalistas da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema). Os especialistas acreditam que mexer nos manguezais pode fazer com que o combustível afunde, piorando a situação. Alternativas para a recuperação dessas áreas, no entanto, estão sendo estudadas. A limpeza das pedras e dos currais continua.
Landim garantiu que não há óleo combustível no fundo da Baía de Guanabara. ‘‘Não houve decantação’’, afirmou. Presidente da organização não-governamental (ONG) Coper Natureza, o ambientalista Vilmar Berna disse ontem que, de acordo com denúncias de pescadores, há muito óleo no fundo da baía. ‘‘Eles entram na água para pescar e voltam com os pés cheios de óleo.’’
O coordenador do programa emergencial da empresa informou que um pouco do óleo que bateu nas praias se misturou à areia e retornou à baía, alojando-se no fundo, a cinco metros da beira. ‘‘Temos 32 mergulhadores removendo essas placas’’, garantiu.
O superintendente regional do Ibama no Rio, Carlos Henrique Abreu Mendes, informou que já começou a contatar as autoridades municipais das regiões atingidas para liberar a partir de hoje a pesca de curral (uma espécie de rede fixa na qual os peixes se prendem) e a pesca de rede. A pesca de arrasto, que pega peixes que vivem mais no fundo, não será liberada, por enquanto, ‘‘por precaução’’.