Ibama investiga contaminação por mercúrio no Amapá
Agência Estado
De Brasília
A presidente do Ibama, Marília Marreco, informou ontem que o órgão enviou dois técnicos ao Amapá para levantar informações sobre a contaminação da população por mercúrio. Um estudo feito por 15 cientistas, durante mais de quatro anos, demonstrou que uma parcela da população do Amapá está contaminada com índices preocupantes de mercúrio.
Os técnicos irão levantar informações sobre o estudo e checar a análise que foi feita em peixes na região. O Ibama, na verdade, vai verificar duas informações. Uma sobre as providências tomadas a partir do estudo da Universidade de São Paulo (USP) e outra sobre a análise que o biólogo Múcio Nobre da Costa Ribeiro, do Departamento de Qualidade Ambiental do próprio Ibama, mandou fazer em alguns peixes da Reserva Biológica do Lago Pirituba. A análise de Múcio, ao contrário, é considerada pequena pelos técnicos do instituto para demonstrar o nível de contaminação.
O estudo da USP, feito ao longo de quatro anos, revelou níveis altos de contaminação no Lago Duas Bocas. A análise foi feita nos cabelos de famílias de pescadores que vivem na região e em diversos tipos de peixes.
Ontem, o secretário do Meio Ambiente do Amapá, Antônio Sérgio Filocrião, tentou desqualificar o estudo da USP. Ele sugeriu que o estudo foi terminado em 1993. Disse ainda que há poucos garimpeiros no Amapá. Ele admitiu, porém, que ainda há 20 mil garimpeiros explorando ouro no Estado. No entanto, mostra que o estudo foi iniciado em 1993 e finalizado em 1998.





