A Operação Macauã fez ontem a maior apreensão do ano de madeira explorada clandestinamente na floresta de Várzea do Amazonas. Foram mil metros cúbicos de espécies nobres do produto retidos no rio Purus, município de Tapauá, a 450 quilômetros ao sul de Manaus. As madeiras em toras, valorizadas em R$ 100 mil, formavam uma grande jangada - nome dado aos comboios fluviais - com dez embarcações.
Até o começo da noite, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsáveis pela operação, permaneciam no porto de Tapauá, onde a carga e os barcos foram retidos. O Ibama não informou o número de pessoas presas e nem o nome do proprietário das madeiras, que deverá ser multado com base na Lei de Crimes Ambientais. ‘‘Isso significa que os madeireiros continuam trabalhando clandestinamente, aumentando os prejuízos para a fauna e flora da região’’, disse Antônio Neri de Oliveira, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no Amazonas.
Apoiados por homens do Exército, Força Aérea Brasileira e Polícia Federal, o Ibama realiza a Operação Macauã em nove Estados da região amazônica. Na semana passada, na fronteira entre o Acre e o Amazonas, os fiscais encontraram o maior desmatamento dos últimos cinco anos. Foram 1,5 mil hectares de floresta derrubada por força das motosserras.
Ontem, também em Manaus, o Ibama apresentou no Porto do Comando Militar da Amazonas (CMA) o resultado da operação realizada nos municípios de Nova Olinda do Norte e Manacapuru. No primeiro foram retidos 454 metros cúbicos de madeira em toras, 50 toneladas de toras de pau-rosa (espécie em extinção), um rebocador e mais dois tratores. O instituto multou em R$ 4.906,00 o madeireiro José Andrade Vinhoti. No segundo foram apreendidos 275 metros cúbicos de madeira em pranchas, de propriedade da Serraria Dois Irmãos.

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