Brasília, 17 (AE) - Uma pele de onça e de um tamanduá mirim apreendidos este ano estão expostos no estande que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) montou na I Feira de Cachaças e Carnes Silvestres para mostrar que é possível criar animais silvestres de forma legal. O Ibama autoriza a criação de animais silvestres - como cotias, pacas, capivaras, catetos e javalis - para abate, desde que o empreendedor se cadastre no órgão e siga determinadas regras de manejo.
O coordenador de Fauna e Flora Silvestre do instituto, Fernando DalAva, explica que os animais que darão origem ao plantel podem ser capturados apenas em áreas de construção de hidrelétrica ou de projetos agrícolas. Pode-se também recorrer a zoológicos ou a outros criatórios.
Há cerca de 500 criatórios de animais silvestres no País e 150 restaurantes já oferecem pratos com carnes silvestres a seus clientes. O quilo de javali, cateto ou queixada é de R$ 17; jacaré, o mais caro, R$ 22. O investimento inicial numa área de 80 hectares é de R$ 11 mil. "O lucro pode chegar a R$ 35,2 mil por ano com a produção de catetos e queixadas", informa o presidente do Centro de Tecnologia Agrotecnológico de Pequenos Agricultores de Diorama -GO (Agrotec), Vanderlei de Castro.

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