Belém - Fiscais do Ibama e auditores da Receita Federal do Pará descobriram no Estado 27 empresas fantasmas usadas em esquema de fraude na extração ilegal de madeira na Amazônia.
A fiscalização foi batizada de ‘‘Operação Caça-Fantasma’. Outras cem empresas foram notificadas e embargadas. O esquema começou a ser investigado em 2001 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.
Segundo o Ministério Público, a quadrilha abre firmas somente no papel para legalizar mogno roubado de terras indígenas e de áreas de preservação ambiental.
O esquema tem ramificações em Marília (interior de São Paulo) e passa por Belém, Marabá, Altamira Santarém e Redenção (todas cidades do Pará).
De acordo com a PF, um escritório em Marília fez anúncios em um jornal local pedindo currículos de pessoas para trabalharem como consultoras na Amazônia.
A quadrilha, então, abriu diversas firmas com os nomes e os CPFs dos interessados
Segundo o Ibama, as madeireiras fantasmas extraíam ilegalmente cerca de 3.600 árvores por mês. O transporte irregular dessa madeira, sem o pagamento de impostos, geraria um prejuízo de R$ 6 milhões por mês aos cofres públicos.

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