Ibama cria brigadas para impedir novos incêndios em Roraima
Diante da possibilidade de novos incêndios no ano que vem, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) criou brigadas voluntárias em Roraima, que estão recebendo treinamento e equipamentos para atuar em qualquer situação de emergência no Estado. Segundo o presidente do Ibama, Eduardo Martins, Roraima corre risco de ter um novo incêndio, só que quatro vezes maior que o ocorrido entre março e abril deste ano, quando 12% do Estado pegou fogo.
O governo federal está preocupado com o início da estiagem na região, que se estenderá até março e, junto com o governo estadual, está organizando um calendário de queimadas para os agricultores.
As brigadas serão integradas principalmente por pequenos agricultores e índios, considerados os principais responsáveis pelo incêndio do início do ano. Pela avaliação do Ibama, eles queimaram pastos para preparar a terra para o plantio, mas perderam o controle do fogo, que se alastrou pela floresta e savanas.
Cada brigada será formada por 20 pessoas das regiões onde estão os municípios de Pacaraima, Alto Alegre, Cantá, Iracema, São João da Baliza, Caracaraí e Mucajaí, consideradas áreas de risco.
As equipes irão receber um kit antiincêndio composto de calça e camisa antichamas, capacetes, luvas de couro, máscara filtrante, óculos de proteção, abafadores, ancinho, borracha abafador, enxada, enxadão, facão, machado florestal, bomba costal, queimador pinga-fogo, binóculos, kit metereológico de bolso, cantil, lanterna, mochila de carga, pluviômetro, motosserra, galão de água, moto-bomba centrífuga, estojo de primeiros-socorros. Além dos equipamentos, que ficarão sob a responsabilidade do governo do Estado, o Ibama está comprando aparelhos de comunicação.
Incêndios De junho a outubro, ocorreram 96.415 focos de calor em todo o Brasil, sendo que 73,4 mil deles foram na Amazônia. Se a perspectiva de seca continuar no próximo ano, a tendência é que este número aumente, apesar das precauções que o Ibama já está tomando.
Depois de se preocupar com o fogo no arco do desmatamento - que vai do sul do Pará ao Acre, passando por Mato Grosso, Tocantins e Maranhão - o governo federal está priorizando suas atividades em Roraima, onde há risco de um incêndio maior que o de 1998.Arquivo FolhaSem controleDe junho a outubro, ocorreram 96.415 focos de calor no País, sendo que 73,4 mil foram na AmazôniaAgência Estado





