A superpopulação de pombas na região Central de Londrina pode estar com os dias contados. A Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) recebeu ontem aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para captura e abate de parte da população da ave, estimada em aproximadamente 300 mil. O ofício ressalta, porém, que a autorização só será emitida mediante apresentação de alguns documentos, entre eles o cronograma de ações a serem implantadas, especificando, por exemplo, a data de início do abate.
O Ibama também exige que seja feito um novo levantamento populacional das pombas (o último foi realizado há seis anos); apresentação da empresa/equipe responsável pelo estudo; realização e/ou incentivo de pesquisas científicas sobre a ave, que subsidiem ações de manejo do ambiente; envio de relatórios trimestrais ao instituto sobre a quantidade de aves abatidas e ações já executadas; e ao término da validade da autorização, apresentação de relatório conclusivo sobre o plano de ação. O documento não autoriza, portanto, a captura e abate imediato das pombas amargosas.
Em entrevista coletiva, o secretário municipal de ambiente, José Faraco, afirmou que o município é o primeiro a obter autorização de abate do órgão. Ao mesmo tempo, porém, ele revelou que a empresa a ser contratada para realizar o serviço deverá ser a Inset Control, do Rio de Janeiro, que já teria realizado o abate de pombas em aproximadamente cem municípios brasileiros. ''Essa é a única empresa especializada nesse tipo de trabalho no Brasil. Muito provavelmente não haverá necessidade de licitação'', declarou o secretário.
Faraco disse ter considerado ''muito razoáveis'' as exigências feitas pelo Ibama, e informou que o levantamento populacional, para posterior cronograma de ações, começará a ser feito ''o mais rápido possível'', mas não falou em prazos. De acordo com o secretário, o abate deverá ser feito por choque térmico e dentro do Bosque Municipal Cândido Rondon (Centro), que concentra a maior parte da população de aves.
A morte das pombas é considerada uma medida extrema e vem sendo cogitada desde o ano passado, quando o pedido foi feito junto ao Ibama. A primeira proposta apresentada previa exterminar cerca de 8 mil pombas ao mês, durante seis meses, totalizando cerca de 50 mil aves. Na semana passada a Sema realizou a poda das árvores do Bosque, Praça Sete de Setembro e Praça da Bandeira, na tentativa de controlar a população das amargosas.

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