Recife, 07 (AE) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal apreenderam às 22h50 de sábado, no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, cerca 90 aranhas-caranguejeiras vivas que seriam enviadas para a Suíça. Há suspeita de que a tentativa de contrabando esteja ligada a uma grande rede de tráfico de biodiversidade da América Latina. As aranhas, compradas a R$ 4 00 cada uma em Santarém (PA), são muito valorizadas no mercado internacional, provavelmente como matéria-prima para laboratórios farmacêuticos.
Elas haviam sido acondicionadas em caixas dentro de uma mochila de mão pertencente a Keila Marinho, de 26 anos, que estava acompanhada da filha S.M., de 6 anos, e foi presa em flagrante. Em depoimento à PF, Keila disse que os animais foram comprados em Santarém, por Hans Reichneitc, que tem um criatório de aranhas na Suíça e pagaria a ela R$ 15,00 por animal se a encomenda chegasse a Zurique, naquele país.
Keila foi liberada, após pagamento de fiança. Ela também foi multada em R$ 45 mil por transporte indevido de animais. Reichneitc receberá multa de R$ 135 mil, que poderá ser aumentada depois da avaliação do potencial genético das aranhas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Apreensão - Também no sábad, a PF e o Ibama apreenderam mais de 50 animais que estavam acorrentados, em um cativeiro improvisado, na Favela do Cardoso, no Recife. Entre os animais, havia seis araras e um casal de macucos, ave ameaçada de extinção. Os animais seriam vendidos por Cássio Teixeira de Oliveira, de 20 anos, desempregado. Ele foi autuado em flagrante.

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