Curitiba- Em março deste ano, o Ibama informou que iria deflagrar uma campanha nacional para exterminar o molusco africano. A campanha começaria pelo munípio de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, em função da alta incidência. Os caramujos seriam catados, esmagados com rolo compressor e enterrados a 1,5 metro de profundidade, com cal virgem, para evitar a contaminação do lençol freático. O trabalho, seguindo o Ibama, duraria entre 30 a 60 dias. Depois, o método seria adotado em todo o Brasil.
Parnamirim foi apenas o início de uma série de outros casos que ocorreram no País. Em maio, o Ibama divulgou que o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, na Bahia, corria risco de ser infestado pelo molusco africano, o que poderia causar grande desequilíbrio à ecologia. Os caramujos teriam chegaram à Chapada há quatro anos levados por um morador.
Em abril, um relatório do Ibama alertava o alastrando por pelo menos dez municípios do Mato Grosso e em mais 15 estados brasileiros. No início de junho, órgãos públicos do Rio de Janeiro realizaram operações em bairros cariocas para o recolhimento do caracol. A população foi orientada a não tocar no molusco. Foram distribuídos sacos plásticos para a coleta dos bichos, que deveriam permanecer em em sal grosso durante 15 dias para desidratarem. Depois, a população era orientada a quebrar a concha.
Sem predadores no Brasil, o único método que vem mostrado resultados satisfatórios a longo prazo é a coleta e destruição além da eliminação de lixo acumulado nas cidades. O trabalho depende de ação conjunta com a população. Uma assessoria técnico-cientifica adequada é imprescindível para evitar que outras espécies naturais sejam coletadas e destruídas juntamente com a praga. O uso de pesticidas é inviável, pois, por serem altamente tóxicos, podem contaminar animais e o próprio homem. (M.G.)

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