Ibama acumula 1,5 mil autos de infração no Mato Grosso
estimou que 60% dos funcionários do órgão no estado estão envolvidos com fazendeiros, pecuaristas e produtores rurais em crimes contra a natureza. Mato Grosso foi o recordista nacional de queimadas este ano, registrando 32 mil focos de calor. O interventor Reginaldo Anaissi Costa disse que vai conversar com Nivaldo Bezerra para que explique sua denúncia. Apesar de a presidente do Ibama afirmar que Bezerra não será afastado, na prática ele deverá receber outra missão no órgão, para que a equipe de intervenção possa trabalhar mais livremente. O prazo inicial para a intervenção é de 60 dias, podendo ser prorrogado. O interventor vai trabalhar com uma equipe multifuncional integrada por 10 funcionários do Ibama. Os relatórios finais deverão ser encaminhados à Polícia Federal e ao Ministério Público.Por Mariângela Herédia Brasília, 20 (AE) - O interventor nomeado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a unidade de Mato Grosso, Reginaldo Anaissi Costa, disse hoje que existem 1.500 autos de infração no estado, resultantes de irregularidades constatadas em operações especiais de fiscalização na Amazônia, que ainda não foram sequer protocolados. Ele explicou que, além de investigar as denúncias de corrupção de funcionários - feitas pelo próprio superintendente atual do Ibama no estado, Nivaldo Bezerra - tentará solucionar o acúmulo de trabalho no órgão, já que Mato Grosso é o estado recordista em crimes contra a natureza. A presidente do Ibama, Marília Marreco, explicou que o trabalho na unidade de Mato Grosso vem crescendo muito com a expansão agrícola e o direcionamento da exploração florestal para o estado. "Existem hoje 3.000 indústrias do setor florestal em Mato Grosso, das quais 1.000 somente em Cuiabá, sem falar das que funcionam irregularmente", informou. Ela lembrou que, antes mesmo do surgimento das denúncias de irregularidades na unidade de Mato Grosso, já havia enviado uma equipe ao estado para agilizar a atuação do órgão. Marília Marreco disse que até agora só existe uma denúncia concreta de corrupção, contra o superintendente do Ibama em Sinop, Antônio Carlos Rocha da Silva, acusado de vender documentos aos fazendeiros da região. "É mais uma intervenção precautória que corretiva", garantiu. O atual superintendente do Ibama em Mato Grosso, Nivaldo Bezerra





