Iasp quer 44 funcionários para educandário
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segunda-feira, 27 de setembro de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A situação já está controlada no Educandário São Francisco, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, porém o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) órgão do governo do Estado responsável pelos educandários já solicitou 44 novos funcionários em caráter de emergência ao governador Roberto Requião (PMDB). A informação é do advogado do Iasp, Maurício Pinheiro, que garantiu que transferências de adolescentes para outras instituições no momento estão descartadas. Dezessete adolescentes, que foram inicialmente apontados como os cabeças da rebelião, ocorrida na última sexta-feira, estão em celas individuais na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), segundo Ministério Público (MP) estadual, mas devem voltar ao educandário até o final da semana.
Segundo Pinheiro, há tempo foi feita solicitação de concurso público para a contratação de novos funcionários para os educandários. Contudo, a solicitação dos 44 novos funcionários (35 educadores, seis técnicos e três instrutores) é para cobrir uma demanda imediata. Ainda não há uma resposta por parte do governo do Estado se será autorizada as contratações. Até que as reformas dos estragos da última sexta-feira sejam concluídas o batalhão da Polícia de Guarda da Polícia Militar (PM) vai contar com reforço do lado de fora do educandário.
Os 17 adolescentes que haviam sido transferidos na sexta-feira passada para o educandário de Fazenda Rio Grande, também região metropolitana, foram realocados para a PEP porque o educandário não oferecia segurança suficiente para eles. Contudo, para o presidente o Iasp, José Wilson de Souza, a falta de segurança se tratava de possíveis represálias. ''Eles vão mudar de lugar todos os dias até voltaram ao educandário para não correrem riscos'', afirmou. Já o promotor do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, os meninos já começaram a quebrar pias e ficar inquietos e temeu-se uma rebelião.
A Promotoria de Investigação Criminal (PIC) do Ministério Público (MP) estadual está ouvindo desde sexta-feira adolescentes e funcionários do educandário. Já a Delegacia de Piraquarara vai começar a ouvir os depoimentos amanhã, informou a Secretaria de Estado da Segurança Pública. O advogado do Iasp, Maurício Pinheiro, voltou a afirmar que não havia indícios que levassem os educadores a prever uma briga interna. Contudo, ele garantiu que haverá investigação interna para verificar se ainda há desavenças entre os jovens e assegurar que não acontecerá mais episódios como o da última sexta-feira.


