Iapar confirma 17 casos de toxoplasmose em Londrina
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Rafael Fantin<br> Reportagem local 
O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) confirmou ontem 17 casos de toxoplasmose na sede do órgão em Londrina. A maioria das vítimas são servidores infectados pela doença causada por um protozoário encontrado nas fezes de gatos. Em entrevista à FOLHA, o diretor de Gestão de Pessoas do instituto, Adelar Motter, lembrou que os casos foram registrados a partir da segunda quinzena do mês passado, quando funcionários apresentaram sintomas e procuraram a equipe médica do próprio Iapar. "Houve o encaminhamento dos exames de sangue que confirmaram os casos da doença. Outras vítimas realizaram os exames por meio de plano de saúde e trouxeram os resultados", disse.
De acordo com ele, o Iapar informou as vigilâncias Epidemiológica, Ambiental e Sanitária, que passaram o acompanhar a situação, com visitas ao instituto. Os órgãos municipais coletaram a água do local, mapearam os processos de trabalho e estão monitorando o restaurante do Iapar, na tentativa de localizar o foco da contaminação. "O resultado dos primeiros exames foi negativo para água e para verduras", revelou. Além disso, amostras de 87 servidores, pesquisadores, estagiários e outros funcionários foram coletadas, sendo que a grande parte são de pessoas assintomáticas. "Existe a possibilidade da pessoa estar contaminada e não apresentar sintomas, que quando aparecem podem ser confundidos com outras doenças, como a dengue, por causa da febre, dores e outros sintomas", acrescentou.
O diretor administrativo e financeiro do Iapar, Altair Dorigo, disse que a Vigilância Sanitária deve vistoriar os fornecedores de legumes e verduras que entregaram alimentos ao restaurante administrado pelo próprio instituto entre agosto e outubro. "De acordo com Departamento de Medicina Veterinária da UEL (Universidade Estadual de Londrina), que acompanha o caso, a contaminação pode ocorrer no solo e na água utilizados no plantio", comentou. Professores da UEL também realizaram palestras no local para esclarecer os servidores sobre a doença e cuidados necessários.
Ainda conforme a direção, o Iapar firmou uma parceria com um laboratório da cidade para que todos dos servidores interessados possam realizar os exames custeados pelo instituto com a presença de técnicos laboratoriais, a partir de amanhã, na própria sede para facilitar o acesso dos servidores. "Tomamos todas as medidas preventivas. Agora, os pacientes devem seguir as recomendações médicas, pois a doença pode apresentar diferentes sintomas dependendo do paciente. Além disso, as vítimas também devem receber acompanhamento de um oftalmologista pelo período de um ano", comentou Dorigo. A chefe da Vigilância Sanitária, Leia Pereira, foi procurada pela FOLHA, mas não atendeu as ligações até o fechamento da edição. A direção do órgão municipal informou que ela estava em reunião.


