Curitiba - O Instituto Ambiental do Paraná (Iap) suspendeu ontem o projeto de recuperação da área de cavas de extração de areia abandonadas, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que fica próximo às margens do Rio Iraí, manancial de abastecimento da Capital e municípios vizinhos. O órgão notificou a empresa responsável, a Ambiensys (e não Ambientsys, como publicamos ontem), alegando falhas na operacionalização.
A autuação foi resultado da vistoria feita por técnicos do Iap, na manhã de ontem, depois que a Associação de Proteção e Preservação dos Mananciais do Alto Iguaçu e Serra do Mar (Appam) denunciou o depósito irregular de lodo proveniente do processo de tratamento de água na área.
A Ambiensys foi contratada pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para fazer a remoção, transporte e destinação final do lodo da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iraí. A Sanepar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá suspender o pagamento até que a empresa se adeque às exigências do Iap. O valor do contrato é de aproximadamente R$ 735 mil, segundo ata de reunião do Conselho de Administração da companhia.
Segundo o presidente do Iap, Rasca Rodrigues, a contenção do lodo antes de sua disposição dentro das cavas não estava sendo feita de forma adequada. Outra irregularidade foi a presença de materiais como telhas de amianto, fibras de vidro e latas de tinta no meio dos resíduos de construção civil.
O consultor da Ambiensys, Arion Zandoná Filho, garantiu que serão iniciados, de imediato, os serviços para aumentar a altura da barragem de contenção, onde o lodo está sendo depositado, provisoriamente, para secagem. O processo, segundo ele, leva cerca de dois meses para que o lodo atinja a consistência ideal para preencher as cavas, misturado a resíduos da construção civil.

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