Flora Guedes
Equipe da Folha Curitiba- Instituições de ensino superior e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) unem esforços para erradicar o caramujo-africano do Litoral, uma praga urbana e rural cuja proliferação está fora de controle na região. A espécie de nome achatina fulica representa risco para a saúde pública e pode transmitir doenças, inclusive, de caráter epidêmico. O animal exótico compete com espécies nativas de moluscos e pode provocar desequilíbrio da biodiversidade, além de devorar plantas, hortas, pomares e grãos armazenados.
  Ontem de manhã, técnicos do IAP se reuniram, na sede do órgão em Paranaguá, com representantes da Universidade Federal do Paraná – Campus Litoral (UFPR Litoral) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), além do biólogo Eduardo Colley, pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A proposta é convidar ainda a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar) para firmar um convênio entre as instituições, e lançar uma campanha de orientação sobre os costumes do molusco, riscos à saúde e dicas para mantê-los longe de jardins e quintais.
  A professora da UFPR do Litoral, Liliani Tiepolo, diz que é possível erradicar o caramujo, mas é preciso conscientizar a população e ensiná-la a como agir respeitando as características específicas de cada região do litoral.
  Na próxima segunda-feira, haverá outra reunião entre as instituições e o IAP para organizar os detalhes da campanha e as diretrizes do plano de erradicação, que terá como base as pesquisas desenvolvidas pela PUC-PR sobre o caramujo africano, nos últimos cinco anos.

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