Giovani Ferreira
De Curitiba
Estão proibidas as queimadas de campo em todo o Paraná. Quem for pego ateando fogo será enquadrado na lei de crimes ambientais. Em portaria assinada ontem o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) suspendeu em todo o Estado a emissão de autorização para queima controlada, que nesta época são realizadas com muita frequência pelos agricultores. De acordo com José Antonio Andreguetto, presidente do IAP, a medida é por tempo indeterminado, até que as condições climáticas voltem ao normal.
A portaria também cancela as autorizações já concedidas pelo órgão. Mesmo os agricultores que já tinham a permissão do IAP não puderam realizar as queimadas, sob pena de serem multados e até presos dependendo da situação em que forem flagrados. O objetivo do IAP é reduzir os riscos de incêndio, que nos últimos dias se alastraram por todo o Paraná, deixando muitos municípios em estado de alerta.
As queimadas são utilizadas pelos agricultores como prática de manejo de vegetação. Porém, por causa da falta de chuva, o calor excessivo e a baixa umidade tornam cada vez maior o risco do fogo se alastrar e causar grandes incêndios mesmo nas queimadas monitoradas. Segundo Andreguetto, ‘‘o clima não oferece condições nem mesmo para a queima controlada’’.
O IAP não soube informar o número de autorizações que já haviam sido emitidas e foram canceladas. Para isso seria preciso fazer um levantamento nos 20 escritórios regionais do órgão espalhados pelo Estado.
Preocupado com o feriado prolongado, que vai levar milhares de pessoas para as estradas, Andreguetto faz um apelo, alertando os motoristas para que evitem jogar pontas de cigarros ou qualquer outro material inflamável às margens das rodovias.
Para fazer valer a determinação da portaria, o IAP conta com o apoio de toda a população. Quem presenciar um incêndio ou uma queimada de campo pode denunciar, comunicando o fato às autoridades competentes, como bombeiros, Defesa Civil, Promotoria do Meio Ambiente e diretamente ao IAP. ‘‘Quem desobedecer à portaria estará cometendo crime, por colocar em risco o patrimônio ambiental e a vida de seres humanos’’, coloca Andreguetto.

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