IAP proíbe pesca nos rios atingidos pelo óleo
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) proibiu ontem, por tempo indeterminado, qualquer modalidade de pesca nos rios do Meio, Sagrado, das Neves e Nhundiaquara, na Serra do Mar. Além da medida do IAP, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) proibiu o turismo no Rio Nhundiaquara, passeios de barcos na Baía de Antonina e nos manguezais.
A proibição do Ibama foi tomada para evitar que pessoas se contaminem com os vapores do óleo que vazou. Quando a situação melhorar a portaria será revogada, disse.
Quanto à proibição de pesca do IAP, a medida vale desde a foz do Rio Nhundiaquara até 500 metros acima do encontro com o Rio das Neves. A ação é preventiva já que, desde o vazamento de 50 mil litros de óleo, na semana passada, quase 100 quilos de peixes mortos foram recolhidos desses rios.
Ontem, a promotora Maria Aparecida Melo da Silva, de Antonina, esteve no local verificando a mortandade de peixes e coletando provas para o processo contra a Petrobras.
Assim como a pesca, o IAP também reforçou na portaria a proibição de qualquer tipo de queima em vegetação em uma distância inferior a 200 metros de largura das margens dos rios que foram comprometidos pelo óleo. As queimadas autorizadas também estão proibidas.
Os rios citados na portaria também ficam interditados para prática de esportes aquáticos e não podem ser utilizados como balneários. A portaria veta ainda a retirada de água para consumo humano, animal ou para irrigação de lavouras. Os moradores da região estão recebendo água de caminhões-pipa, contratados pela Petrobras.
O IAP só vai revogar as proibições depois que concluir análises da qualidade de água e dos peixes da região que já foram recolhidas, junto com novas amostras. O material vem sendo examinado no laboratório do IAP, que não definiu prazo para concluir os exames. (Israel Reinstein, de Curitiba)





