Curitiba-O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) órgão vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos pediu apoio ao Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para monitorar a região onde ocorreu o vazamento de óleo combustível. Não havia, até ontem, um consenso sobre a quantidade que vazou do navio Sardegna na Baía de Paranaguá (litoral do Estado), na madrugada de quarta-feira, mas sinais do produto foram identificados nas praias da Ilha das Cobras e Ilha do Mel, ontem.
O presidente do IAP, Rasca Rodrigues, estima que o laudo do acidente ambiental deva ser concluído em 20 dias. Até lá, deverá ser definido, também, a qual órgão cabe a responsabilidade pela autuação das empresas LM Serviços Técnicos Especializados que abastece as embarcações no Porto de Paranguá e a agência marítima Interocean, que contratou o navio.
Rodrigues lembrou que há um acordo entre o IAP e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para evitar conflito de competência. No mar, a responsabilidade seria do órgão federal.
O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, informou que hoje será apresentado o resultado do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) que, para ele, vai dar uma nova organização nos terminais sob o aspecto ''ecologicamente correto''.
Eduardo Requião lembrou que uma resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vinculada ao Ministério dos Transportes delega poderes de fiscalização de todo o transporte marítimo nos portos de Paranaguá e Antonina à Appa. Com isso, o superintendente disse que vai retomar a questão do levantamento de todos os prestadores de serviço dentro dos terminais, rever contratos e refazer licitações para validar as contratações, se for o caso.

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