Curitiba O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) liberou ontem o uso da água no Rio Nhundiaquara e manteve a proibição, por tempo indeterminado, para o Rio São João, localizado no município de Morretes. Nova portaria, nesse sentido, foi editada pelo presidente do IAP, Rasca Rodrigues.
De acordo com o documento, fica interditado o trecho do Rio São João que compreende desde a jusante da ponte, na ferrovia que liga Curitiba a Paranaguá, até a sua foz no Rio Nhundiaquara. Nesse local continuam proibidas atividades de pesca ou coleta de organismos aquáticos, práticas desportivas que impliquem em banho ou contato com a água, abastecimento doméstico, irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e atividades de aquicultura.
A proibição ocorre desde o dia 19 de julho, quando 35 vagões de um trem da América Latina Logística (ALL) transportando soja, farelo de milho e açúcar descarrilaram sobre a ponte do Rio São João, em Morretes.
Análises laboratoriais que vêm sendo realizadas pelo IAP constataram que ainda há presença de grãos de milho no leito do Rio São João, ocasionando forte odor provocado pela decomposição de matéria orgânica.
Ainda segundo os laudos, as chuvas que ocorreram entre os dias 24 de setembro a 26 de setembro arrastaram o material orgânico, provocando seu acúmulo nos remansos do rio, o que pode favorecer o reaparecimento da bactéria Sphaertilus natans nestes locais. O presidente do IAP lembrou ontem, em texto da Agência Estadual de Notícias, que a ingestão ou contato primário com a água contaminada por essa bactéria pode causar infecções.

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