Curitiba O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou ontem, em R$ 10 mil por dia, a Sociedade Navieira Ultragás Ltda., proprietária do navio chileno VicuÀa, que explodiu no último dia 15 de novembro no Porto de Paranaguá. A multa se deve ao descumprimento do aumento do efetivo na retirada do óleo existente na Ilha da Cootinga, na Baía de Paranaguá.
Sessenta pessoas trabalham na limpeza da área, mas a exigência é de 100 homens. Segundo o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, a ilha está na chamada ''área 3'', por onde passou grande parte do óleo que vazou do navio e onde foi detectada grande mortandade de animais nos mangues.
O advogado da Navieira Ultragás, Luiz Roberto Leven Siano, diz que a multa é ilegal e que vai entrar com uma ação de improbidade administrativa contra o IAP. Segundo ele, é a Capitania dos Portos quem tem competência para multar a Navieira. A empresa, disse ele, já gastou R$ 17 milhões com a limpeza da área. Além disso, Siano questiona o porquê das multas estarem sendo aplicadas só contra o proprietário do navio. ''Tem que cobrar de todos aqueles que desenvolvem a atividade de risco'', diz, citando a administração portuária e o terminal onde aconteceu o acidente. ''O Estado não pode escolher uma empresa para penalizar. É uma perseguição política'', reclama. A Folha não localizou o presidente do IAP.

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