IAP lamenta e Faep nega destruição
Curitiba- O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues, lamentou que a área tenha se transformado em moeda de negociação entre fazendeiros e ambientalistas. Rodrigues acusa o Ministério do Meio Ambiente de ter imposto as áreas de conservação sem ter dialogado e convencido os moradores de Palmas sobre a necessidade da preservação dos campos naturais.
''Este me parece um gesto desesperado (atear fogo nas matas). As unidades de conservação são fundamentais para o Brasil e para o Paraná. Mas tínhamos que ter tido antes um processo de conversação. Deveria ter sido feito o dever de casa antes. É muito triste o que se vê'', lamenta Rasca.
O assessor técnico de Meio Ambiente da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Luiz Anselmo Tourinho, nega haver manejo inadequado ou destruição de campos naturais em Palmas. Ele tem acompanhado os 28 proprietários de áreas que seriam atingidas pela Unidade de Conservação e alega que apenas um - que não mora no Paraná - agiu de forma equivocada queimando os campos e plantando pinus.
''O que está acontecendo é que os técnicos estão fazendo um terrorismo com os agricultores locais, impondo multas absurdas mesmo para aqueles que plantaram antes das portarias que criam as unidades de conservação. Ninguém aumentou área de plantio. Ninguém mais produziu queimadas. O campo intacto não foi mexido. Não houve devastação'', garantiu Tourinho.
O assessor esteve com um grupo de agricultores da região em Brasília para pedir a revisão das multas aplicadas. Nos próximos dias, os agricultores vão entrar com medidas administrativas para anular os autos de infração.(L.P.)





