Curitiba - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) embargou uma e interditou três indústrias de calcário de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. As quatro empresas são acusadas de emitir poluentes na atmosfera acima do nível aceitável pelos padrões ambientais.
As empresas Frical Ind. e Com. de Cal, Ind. e Com. de Cal Ouro Branco e Produtora de Cal Colombo foram interditadas, devendo interromper as atividades imediatamente. Já a Itacolombo Ind. e Com. de Minérios foi embargada e recebeu uma multa de R$ 35 mil.
Uma série de medições na cidade Colombo apontou dias com qualidade do ar abaixo do nível aceitável. Avaliando a direção do vento nestes dias, verificou-se que as indústrias de calcário daquela região eram as principais responsáveis pela alto nível de emissão de sólidos particulados na atmosfera.
O IAP enviou técnicos que constataram inadequação das vias de acesso, dos sistemas de exaustão e até caminhões que transportavam os produtos sem nenhuma cobertura.
Amilton Bonato, representante da indústria Ouro Branco, questionou a medida afirmando não ter recebido nenhuma notificação prévia. ''Nós também fazemos um monitoramento e sempre estivemos dentro dos parâmetros ambientais'', afirmou.
A empresa, que tem cerca de 60 funcionários, deve entrar com liminar na justiça questionando o instituto. ''Pelo que observamos, não tem como a medição determinar se a partícula monitorada é de cal, asfalto ou outro elemento qualquer'', disse Bonato.
Para Harry Teles, diretor de controle de recursos ambientais do IAP, ''não existe possibilidade de a emissão ser de outro material que não das indústrias que atuam com cal na região''. Ele garantiu: ''Foram feitas audiências, reuniões com os representantes das indústrias e, mais recentemente, elas receberam 4 ou 5 visitas individuais de técnicos do IAP orientando-as e notificando-as.''
Para Azemir Gulin, presidente da Associação dos Produtores de Derivados de Calcário (APDC), a medida foi uma surpresa já que ''o IAP vinha tomando uma postura de diálogo com as empresas da APDC até o momento''.
O presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, disse que há mais de um ano o instituto vinha dialogando com as indústrias, mas precisou ''tomar medidas drásticas por considerar inaceitável o impacto ambiental causado pelo descaso de algumas empresas''.

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