Curitiba- O desastre ambiental provocado pelo vazamento de óleo do navio chileno VicuÀa não irá comprometer o turismo na Ilha do Mel e na Praia Deserta, em Guaraqueçaba, Litoral do Estado, regiões que foram parcialmente contaminadas. A garantia é dos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituo Ambiental do Paraná (Iap). O esclarecimento veio tarde para comerciantes que tiveram reservas para o fim de ano canceladas, como mostrou a pela Folha há duas semanas.
O coordenador do IAP na Ilha do Mel, Reginato Bueno, salientou que as praias mais movimentadas Encantadas, da Bóia, Mar de Fora, do Miguel, Grande, do Farol, Fortaleza e Saco do Limoeiro não foram atingidas pela instrução normativa 025/04, do Ibama. Portanto, a pesca e as atividades desportivas nesses locais, banhados por mar aberto, podem ser desenvolvidas normalmente. Bueno lembrou que o óleo atingiu cerca de 15% da área das estações ecológicas da ilha, locais pouco frequentados pelos turistas.
De acordo com o chefe do Ibama em Paranaguá, Lício Domit, a limpeza das praias da Ilha do Mel vem sendo realizada com frequência. O que pode acontecer, eventualmente, é o surgimento de pequenas placas de piche, o que, segundo ele, é comum em qualquer praia e não representa qualquer risco à saúde.
Na Praia Deserta, que também recebe adeptos do turismo ecológico, a situação é ainda mais tranquila. Segundo o Ibama, a contaminação foi controlada. Os técnicos garantem que a área está pronta para receber turistas e os maçaricos, espécie de ave norte-americana que frequenta o litoral brasileiro no verão.
Ontem, pescadores que estão impedidos de trabalhar desde o dia 16 de novembro com a proibição da pesca nas baías de Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba, fizeram passeata pelas ruas de Paranaguá. Eles se queixaram da demora no repasse do seguro-desemprego e na distribuição das cestas básicas.
À tarde foi a vez de pescadores de Guaraqueçaba protestarem em frente à sede da Polícia Florestal. O protesto aconteceu logo após à apreensão de uma canoa, onde eram transportadas três dúzias de caranguejos. Os dois ocupantes fugiram.
Segundo a assessoria de imprensa da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o prazo para liberação do seguro-desemprego é de 30 dias, contados a partir da data do cadastramento. A distribuição das cestas básicas está sendo feita pela Defesa Civil que, hoje, concentrará esforços em Guaraqueçaba. Justificando a demora, o tenente do Corpo de Bombeiros, Gilson de Mattos, afirmou que os locais são distantes e difícil acesso.

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